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A extraordinária obra realizada pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que veio a ter, a partir de 1907, o fotógrafo Luiz Leduc como companheiro de jornada:
(Um pouco de história, segundo depoimentos de Luiz Leduc e resumo que fiz de páginas do livro “Cândido Rondon – A integração Nacional”, de Elias dos Santos Bígio, impresso por Hamburg Donnelly Gráfica Editora - SP, 1ª edição, março de 2000):
No final do século XIX, Mato-Grosso tinha uma extensão de 1,2 milhão de km2 (1/5 do território nacional) e uma população de apenas 90 mil pessoas (isto sem contar os índios).
O Estado era desprovido de estradas e um dos únicos que não contavam com estrada de ferro. Basta dizer que para se ir do Rio de Janeiro à Capital, Cuiabá, passava-se por 3 países vizinhos, Uruguai, Argentina e Paraguai, viajando em navios, durante mais de 30 dias.
Representantes do Estado no Congresso Nacional, que eram pessoas ilustres da sociedade matogrossense, reivindicavam investimentos federais em comunicações e transporte, a fim de incrementar a colonização e facilitar o escoamento da produção de gado para o Rio de Janeiro e outras regiões.
Fazia-se necessário levar para o Estado o telégrafo, a estrada de ferro e abrir estradas de rodagem.
No final do período imperial, iniciou-se a instalação das linhas telegráficas. O então general Deodoro da Fonseca, em 1888, na condição de comandante das forças de fronteiras em Mato Grosso, elaborou estudos visando à construção de dois ramais de linhas telegráficas: um, que ligasse Corumbá a Cuiabá e outro, que ligasse Corumbá ao Forte Coimbra. Esses trabalhos foram interrompidos no início de 1889, quando as forças comandadas por Deodoro foram retiradas para o Rio de Janeiro, tendo o general conseguido construir apenas uma linha provisória, entre Corumbá e Forte Coimbra, em face das dificuldades impostas pelo pantanal formado pelos rios Paraguai e São Lourenço, para a construção do ramal Corumbá-Cuiabá.
Veio a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, liderada por Deodoro, tendo ele sido proclamado o primeiro Presidente do Brasil.
Em 1891, o Congresso autorizou o Presidente da República a elaborar um plano geral de linhas telegráficas.
Já no 1º ano da República, sob a chefia do major Ernesto Gomes Carneiro, reiniciou-se a construção da linha que ligaria Cuiabá ao Araguaia, tendo como ajudante da chefia o jovem Cândido Mariano da Silva Rondon, oficial de engenharia, recém saído da Escola Militar da Praia Vermelha. Rondon era matogrossense, de Mimoso, nascido no município de Stº. Antonio de Leverger, no dia 5 de maio de 1865.
Em 1892, Rondon já comandava a construção da linha de Cuiabá ao Araguaia.
Com o seu entusiasmo e eficiência, ganhou prestígio suficiente para tornar-se chefe da Comissão de Linhas Telegráficas do Estado de Mato Grosso, a partir de 1900.
Em 1900, sob a chefia de Rondon, a Comissão de Linhas Telegráficas do Estado de Mato Grosso reiniciou a construção dos trechos que deveriam ligar Corumbá a Cuiabá, a partir do rio São Lourenço.
1902 foi o ano do conflito entre o Brasil e a Bolívia, em torno da Questão do Acre.
Em 1903, os governos brasileiro e boliviano assinaram o Tratado de Petrópolis, sob atuação do Barão do Rio Branco, que permitiu ao Brasil anexar a região do Acre, em troca do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir a estrada de ferro Madeira - Mamoré, o que foi feito.
Em 1904, Rondon concluiu a 1ª parte do trecho das linhas telegráficas, entre Cuiabá e Corumbá, com ramais para Aquidauana e Forte Coimbra.
O Governo autorizou, mais, a construção de um novo trecho, que abrangia as cidades de Nioac, Miranda, Porto Murtinho, Margarida e Bela Vista, na região de fronteira com o Paraguai.
Até agosto de 1906, sob a chefia de Rondon, a Comissão concluiu a construção do ramal de Cáceres, já na região da fronteira com a Bolívia, inaugurando a estação telegráfica dessa cidade e já havia construído 1.667 km de linhas e dezesseis estações telegráficas.
Em 1906, antes de viajar ao Rio de Janeiro para necessárias providências destinadas à continuação dos trabalhos, Rondon realizou, com o segundo-tenente Nicolau Bueno Barbosa e o prático de farmácia Benedito Canavarros, o reconhecimento de um possível traçado para fixar uma nova linha telegráfica que ligasse Cáceres à cidade de Mato-Grosso, antiga Vila Bela e ex-capital da antiga Província de Mato-Grosso. Nessa oportunidade, realizou também a exploração dos rios Guaporé, Jauru, Sepotuba e Paraguai.
Em 18.2.1907, depois de ter passado mais de 10 anos no Comando da “Comissão de Linhas Telegráficas de Mato-Grosso”, o Major Rondon foi colocado à disposição do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas e em 4 de março foi nomeado chefe da nova comissão, agora sob a denominação de “Comissão Construtora de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas”, que passou a ser denominada de Comissão Rondon
É precisamente neste ponto que começam os trabalhos de Luiz Leduc, junto a Rondon.
1907 - Luiz Leduc em Mato Grosso:
Aproveitando a sua estada no Rio de Janeiro, Rondon convidou o fotógrafo amador Luiz Leduc, para acompanhá-lo em suas incursões pelos sertões e florestas, porque necessitava de um fotógrafo, para que as suas realizações ficassem documentadas. Luiz Leduc (nesta foto, Luiz Leduc nos primeiros meses do ano de 1900, na Rua Uruguaiana, 10) aceitou o desafio de se embrenhar pelas matas, por simples espírito de aventura, de que era dotado, como já havia demonstrado em seus passeios pelo interior do Paraná.
E foi assim que, com cerca de 31 anos de idade, Luiz Leduc, a convite de Rondon, foi nomeado fotógrafo da Comissão Rondon pelo Presidente da República, Afonso Pena. Partiu do Rio de Janeiro, a 6 de maio de 1907, rumo a Matogrosso, com Rondon e o cunhado deste, Sr. Francisco Xavier, Inspetor dos Telégrafos, embarcando no navio Araguaya, da Mala Real Inglesa, que os levaria até Montevidéu, onde, no dia seguinte, embarcaram no navio Vênus, do Loyd Brasileiro. Era a única maneira de ir a Mato Grosso, porque não havia estradas. Segundo me disse o meu pai, Luiz Leduc, o passageiro, ao entrar no navio, seguia a praxe de ofertar uma Libra Esterlina de ouro ao Camareiro e outra Libra Esterlina, ao desembarcar. Passaram pelo Uruguai, depois Argentina. Em Buenos Aires, foram fazer compras na grande loja de Departamentos chamada Gatte & Chavez, que ficava na “Calla Florida”, nº 300. Esse grande estabelecimento paralisou suas atividades por volta de 1950, segundo soubemos. Eram os suprimentos para longa temporada nas selvas, desde alimentos e roupas, até presentes destinados aos índios, como facões, enxadas, máquinas de costura, fumo de rolo, espelhos e muitas coisas mais.
O que mais impressionou Luiz Leduc, foi que o funcionário
que o acompanhou nos diversos Departamentos, ajudando
a escolher e separar os produtos, quando chegou no Caixa para o pagamento, não dispondo de máquina de somar naquele tempo, deslizou o dedo pelo maço de talões das notas de compra emitidas nas diversas Seções por onde passaram, somando os totais mentalmente e deu, de pronto, o total, como se possuísse uma calculadora em sua mente.
Continuando a viagem, subiram o rio Paraná, indo depois pelo rio Paraguai e chegaram a Assunção, onde permaneceram por três dias, visitando a cidade. Como fato pitoresco, viram, saindo da Repartição dos Correios, 12 soldados, em fileira, marchando pelas ruas, mal uniformizados, fuzis ao ombro, mas ... todos descalços. Visitaram a fábrica de roupas Nhanduti, onde ficaram encantados com as belas confecções e compraram algumas peças.
Até hoje, temos uma peça de renda, conhecida com o nome de Nhandutí, que era fabricada pelas paraguaias, que papai comprou nessa ocasião, em 1907 e estava muito em moda, para forrar externamente e enfeitar os guarda-sóis das senhoras e senhoritas. Só com a família, essa peça tem exatos 101 anos, ainda em perfeito estado de conservação.
Prosseguindo a viagem, seguiram pelo rio Paraguai e atingiram o rio Cuiabá, chegando, finalmente, após cerca de um mês de viagem, à Capital, onde Rondon estabeleceu o seu Quartel-General.
De Cuiabá, a expedição partiu, construindo as linhas telegráficas e papai Luiz Leduc, volta e meia, fotografando.
A pesquisadora Ana Maria Ribeiro, escritora, professora e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato-Grosso, para sua tese de mestrado e doutorado, estudou intensamente a mulher Nhambiquara, declarando ter permanecido na aldeia desses índios de 1982 a 1988, no município de Comodoro-MT estudando os materiais ali utilizados e também o cotidiano da mulher Nhambiquara.
A pesquisadora declara ter lançado, em 2007, na Casa Barão, à rua Barão de Melgaço, em Cuiabá, uma Coleção de Cartões Postais com o título “Centenário da Comissão Rondon – Um Olhar da Mulher Nhambiquara”.
‘São 16 cartões postais, dos quais 8 são de fotos da Comissão Rondon, tiradas por membros da expedição, tais como Thomas Reis, que foi cinegrafista do Marechal Rondon, Luiz Leduc, fotógrafo que prestou serviço à Comissão e Benjamin Rondon, que também contribuiu para obtenção de imagens”.
Também a pesquisadora Laura Antunes Maciel, em sua tese de doutorado na PUC-SP, em 1997, trabalho intitulado: “A Nação por um fio – caminhos, práticas e imagens da Comissão Rondon”, deu o seu testemunho, na pág. 138:
“Décadas depois, ao relembrar as dificuldades enfrentadas para produzir as imagens guardadas pela Comissão, Rondon daria pistas para avaliarmos a importância atribuída à fotografia, com o seguinte depoimento”:
“(...) cumpre lembrar o esforço que, na maioria dos casos, representa a documentação fotográfica através dos sertões brutos. Pesados pacotes, então de chapas de vidro que escapavam de se desfazerem em cacos, nos rudes transportes por terra ou na travessia de cachoeiras e corredeiras (...) era quase por milagre que chegavam aos nossos gabinetes fotográficos nas cidades (...) muitas destas fotografias agora folheadas tranqüilamente em ambientes civilizados e oferecidas aos estudiosos da ciência e aos que se interessam pelas coisas essencialmente brasileiras (...) custaram muita abnegação, muito esforço patriótico, muito suor, muito cansaço e quiçá também o sangue e a vida de patrícios nossos.”...
Na página 150 da tese de Laura Antunes Maciel:
“(...) Na expedição seguinte, a de (1907-9), dois fotógrafos prestaram serviços à Comissão:
Luiz Leduc (1907-9) e Joaquim de Moura Quineau (1908)”.
Na página 151 da tese de Laura Antunes Maciel:
“Sobre Luiz Leduc, sabe-se, pelas fotografias que deixou, que era um fotógrafo acima da média e talvez tenha sido o primeiro profissional, a serviço da Comissão, a captar “imagens animadas” (em movimento), no sertão do Juruena, entre setembro e outubro de 1907. Luiz Leduc estava estabelecido como fotógrafo e, provavelmente, era proprietário de um estúdio fotográfico em Cuiabá, sendo autor de algumas imagens sobre a cidade, que ilustraram publicações, guias e álbuns sobre o Estado de Mato Grosso, como o “Álbum Gráfico de Mato Grosso”, editado em Hamburgo, em 1914, para ser distribuído na Europa”. Apesar da referência de que algumas fotografias que ilustram o álbum haviam sido adquiridas do fotógrafo Luiz Leduc ... É certo, porém, que esse fotógrafo continuou no ramo e atuante, já que, no relatório do serviço de fotografia e cinematografia da Comissão, datado de 1917, o Tenente Reis refere-se à revelação do filme tomado em viagem, assim que chegou a Cuiabá, tendo usado para isso “uma dependência do Sr. Leduc, que nos cedeu muito a contento esse espaço”. Isso aconteceu cerca de sete anos após a data limite da participação de Leduc na Comissão”.
Nas páginas 153/154 da tese de Laura Antunes Maciel:
“A coleção de fotografias da Comissão Rondon mostra a luta “titânica” de seus homens contra a natureza bravia e indomável, com a travessia de saltos e corredeiras, a grandeza da floresta como um cenário monumental e impenetrável – em muitas vezes registrou-se a escala diminuta dos homens face às árvores que abatiam – cenas de trabalho mecânico e de natureza industrial e o seu (pré)domínio sobre a natureza, daí as imagens dos trabalhos e trabalhadores, das estações telegráficas com telegrafistas e até telefone, a natureza que já parece revolvida, com a mata “rasgada” por picadas/ estradas de mais de 45 metros de largura e marcadas pelos sinais visíveis da expansão e da conquista promovidas por Rondon”
Conforme consta do Catálogo Digital do Acervo da Comissão Rondon – Serviço de Proteção ao Índio (1890 a 1940), assinado por João Antonio Botelho Lucídio e Luiz Gustavo de Souza Lima Júnior,
“.o fotógrafo que tem o maior número de fotos creditadas nesse período é Luiz Leduc.
Ele acompanhou Rondon no reconhecimento do ramal de Cáceres a Mato-Grosso (Vila Bela) – exploração dos rios Guaporé, Jauru, Sepotuba e Paraguai em 1907. Integrou as expedições ao Juruena, também em 1907 e depois em 1908. De 1909, as fotos são referentes aos trabalhos de reconhecimento até a foz do rio Jamarí. Leduc é o autor de várias fotografias dos serviços, dos acampamentos e das Estações Telegráficas da Seção Sul da Linha-Tronco. (...) Reproduzimos, ainda, um conjunto de fotos publicadas no Álbum Gráfico do Estado de Mato-Grosso, de 1914, editado em Hamburgo-Alemanha, que são de autoria de Luiz Leduc, com raras exceções...Tiradas entre 1907 e 1909, o conjunto retrata 3 momentos distintos dos trabalhos da Comissão Rondon: a construção do ramal de São Luiz de Cáceres a Mato-Grosso (Vila Bela), as Expedições de reconhecimento para o norte (Expedições ao Juruena 1907 e 1908), as Estações Telegráficas e os acampamentos da construção da linha telegráfica na sua Seção Sul. (...) A maioria das fotos são do civil Luiz Leduc ...”
Rondon iniciou essa nova etapa dos trabalhos em maio de 1907, dirigindo os trabalhos agora sob a denominação de “Comissão Construtora de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas”, que passou a ser chamada de Comissão Rondon, com as seguintes metas por ele traçadas: ramal de São Luiz de Cáceres até Vila Bela, a linha-tronco de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira, medição das terras da fazenda de Casalvasco, que se estendia da serra de Aguapeí à fronteira com a Bolívia e grandes reconhecimentos do sertão, incluindo estudos preparatórios para fixar o traçado da linha-tronco. Para cada etapa ele designou um dirigente e se encarregou desta última, o reconhecimento do sertão e estudos preparatórios para fixar o traçado da linha-tronco.
MARCO ZERO DA CONSTRUÇÃO DAS LINHAS TELEGRÁFICAS, EM MAIO DE 1907
COM A NOVA DENOMINAÇÃO DE COMISSÃO RONDON
(De Cuiabá, à Cidade de Mato-Grosso)

Major Rondon (é o militar à esquerda da foto)

O Major Rondon e os Oficiais do seu comando

Transcrição de um techo da página 162 da tese de doutorado da historiadora Laura Antunes Maciel, na PUC-SP 1997:
“Já no acampamento da Caiçara, as barracas parecem ter sido dispostas na forma de um grande T, difícil de ser visualizado, devido à grande concentração de pessoas posando para o fotógrafo. Pela legenda, ficamos sabendo que se tratava de um “domingo, em que não houve trabalho”, o que explica o fato de os trabalhadores estarem reunidos em pleno dia no acampamento. Note-se que os oficiais presentes encontram-se todos juntos à esquerda e uma única mulher presente está junto ao mastro da bandeira, ao centro. Chama a atenção a assinatura do fotógrafo L. Leduc no negativo, no canto direito embaixo, procedimento pouco usual no acervo fotográfico da Comissão”.

Emenda do fio telegráfico, observada de perto por Rondon – 1907 Foto Leduc

Tenente Lyra, Major Rondon, o fotógrafo Leduc e trabalhadores que construíram a ponte sobre o Guaporé

Transporte de poste na ponte que construíram no rio Guaporé - Foto Leduc
Enquanto isso, as outras três turmas designadas por Rondon, a que nos referimos anteriormente, estavam implantando Estações Telegráficas e efetuando medições de terras, de acordo com as incumbências que haviam recebido. Rondon iria, agora, cumprir a sua tarefa, que era encontrar o rio Juruena, para futuras implantações de Estações Telegráficas na região. Escolas eram fundadas nos terrenos das Estações inauguradas e era dada preferência aos telegrafistas casados, porque as esposas eram contratadas como professoras. Em torno das dezenas de Estações Telegráficas implantadas por Rondon foram nascendo núcleos habitacionais, que se transformaram nas inúmeras cidades atuais do interior matogrossense.
As expedições chefiadas por Rondon duraram vários anos, em incontáveis viagens pelas selvas, em contacto com os índios, tocando a tropa de burros com os mantimentos e os equipamentos usados na instalação das linhas telegráficas, o material fotográfico, objetos de uso pessoal, animais e até levando grandes barcos, que eles transportavam pela floresta, de um rio para outro, para travessia. Seus componentes foram verdadeiros heróis, deixando lá anos de sua mocidade, a saúde e muitos a própria vida.
A sua luta, a sua abnegação, o seu patriotismo ainda não foram devidamente reconhecidos pela posteridade.
Rondon deixava próximo à aldeia dos índios os presentes que havia trazido, mas quando a Comitiva voltava, encontrava tudo jogado no mato, peças já enferrujadas, porque os índios desconheciam totalmente a sua utilidade.
De tanto montar e lidar com animais, o que fazia desde a sua juventude no Paraná, Luiz Leduc chegou a se tornar um conhecido domador de animais, que eram intensamente utilizados no transporte de tudo.
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